Sophia Oliveira, aluna do 3º ano do Colégio GGE, foi classificada para a seletiva internacional no Instituto Butantan (SP), onde disputará uma vaga para representar o Brasil em olimpíadas internacionais de biologia

Foto: DIVULGAÇÃO/GGE
A pernambucana Sophia Oliveira está entre os 12 melhores estudantes do Brasil na Olimpíada Brasileira de Biologia. A aluna do 3º ano do Colégio GGE conquistou medalha de ouro na 22ª edição da competição e garantiu vaga na seletiva internacional do Instituto Butantan, em São Paulo, onde disputará uma das vagas para representar o país em olimpíadas internacionais de biologia.
A etapa no Butantan é uma formação presencial gratuita, com aulas práticas e teóricas conduzidas por pesquisadores e educadores da instituição. Durante o período, os estudantes também passam por avaliações que irão definir os representantes brasileiros na Olimpíada Internacional de Biologia (IBO), que será realizada em julho, na Lituânia, e na Olimpíada Iberoamericana de Biologia (OIAB), prevista para ocorrer entre 30 de agosto e 5 de setembro, no próprio instituto.
O resultado surpreendeu a própria aluna. "O ouro nunca foi meu foco verdadeiro, mas eu sabia que se eu conseguisse passar para a seletiva, de qualquer forma, ele ia vir como consequência", conta.
A conquista de Sophia é a segunda consecutiva do GGE na competição. No ano passado, a estudante Júlia Miranda, então no 3º ano, conquistou a medalha de ouro na 18ª Olimpíada Iberoamericana de Biologia, realizada na Colômbia, onde alcançou a terceira maior nota individual entre estudantes de 17 países, além de Portugal e Espanha. A participação também marcou a estreia de Pernambuco na competição. Hoje, Júlia integra o programa olímpico do GGE e orientou diretamente Sophia durante a preparação para as fases internacionais.
Para o diretor de resultados do GGE, Glaumo de Sá, o desempenho recorrente não é fruto do acaso. “Estar no Butantan pelo segundo ano consecutivo, representando o colégio e Pernambuco, não é coincidência. É resultado de um trabalho estruturado, com professores e equipe pedagógica que acompanham de perto o desenvolvimento e as necessidades dos alunos”, afirma.
Sophia atribui o resultado a uma mudança de mentalidade. "O que foi decisivo na minha preparação foi entender que o meu valor não está nas coisas que eu conquisto, e sim na pessoa que eu sou. Isso me permitiu não me apegar a uma mentalidade perfeccionista, aprender com os meus erros e, principalmente, me permitir errar", disse. Ela também reconhece o suporte do colégio. "O apoio dos professores e a monitoria de Júlia foram muito importantes para mim", conclui.
A edição de 2026 da OBB também registrou marcos importantes. Pela primeira vez, a competição teve mais meninas do que meninos em ambas as fases nas duas primeiras fases, além de alcançar equilíbrio entre estudantes de escolas públicas e privadas.
Para Glaumo, ter uma referência próxima faz diferença. “No ano passado, tivemos uma aluna chegando a uma competição internacional pela primeira vez, o que incentivou outras meninas a se interessarem mais pela área e a se enxergarem nesses espaços”, diz.
Para quem pensa em competir, Sophia tem um recado que admite ser, antes de tudo, para si mesma. "Qualquer coisa que você for fazer na sua vida, se permita errar e se divertir. Essa OBB é uma das poucas oportunidades que eu estou tendo para fazer algo desafiante, que me deixa com o coração apertado, mas que ao mesmo tempo estou aproveitando de verdade", finaliza.
SOBRE A OBB - A Olimpíada Brasileira de Biologia é realizada pelo Instituto Butantan e voltada para estudantes do Ensino Médio de todo o Brasil. As provas são contextualizadas e baseadas em temas atuais do cotidiano, abordando diferentes áreas da Biologia. A competição é composta por três etapas, com questões de múltipla escolha e verdadeiro ou falso. Os melhores colocados são premiados com medalhas de ouro, prata e bronze, além de homenagens especiais como o Prêmio Menina da Olimpíada e o Prêmio Escola Pública.



0 Comentários