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Captura de Maduro e Tensão em Nova York gerada pelo prefeito Zohran Mamdani

O recém-empossado prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, classificou como "ato de guerra" a operação militar unilateral dos EUA que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas

Anna Moneymaker/Getty Images Stephanie Keith/Getty Images

Mamdani expressou forte desacordo ao presidente Donald Trump, alertando que a busca por uma mudança de regime impacta diretamente a segurança da numerosa comunidade venezuelana em Nova York.

Pontos-Chave da Operação:

  • A Detenção: Maduro foi capturado no sábado (3) e transportado sob custódia federal para o estado de Nova York em um Boeing 757 militar.
  • O Julgamento: O caso será conduzido pelo Tribunal Distrital do Sul de Nova York. A acusação, que data de 2020, inclui narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína e crimes com armas.
  • Localização Atual: O ex-líder venezuelano está detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn e deve comparecer perante um juiz em Manhattan nos próximos dias.

Situação na Venezuela

Enquanto os EUA anunciam a intenção de governar o país até uma transição de poder, o Supremo Tribunal venezuelano designou a vice-presidente Delcy Rodriguez como presidente interina. Ela já exigiu a libertação imediata de Maduro, enquanto a comunidade internacional permanece dividida sobre a legalidade da intervenção.

Quadro Comparativo: EUA vs. Venezuela

Ponto de ConflitoAcusação (Estados Unidos / DEA)Resposta (Governo Venezuelano / Delcy Rodríguez)
Legitimidade da CapturaBaseada em mandados de prisão de 2020 por narcoterrorismo e segurança nacional.Classificada como sequestro, "ato de guerra" e violação do direito internacional.
Status de MaduroRéu sob custódia federal; líder do "Cartel de Los Soles"."Único presidente legítimo" da Venezuela; prisioneiro político.
Acusações CriminaisConspiração para usar cocaína como "arma" contra os EUA e crimes com armas pesadas.Nega as acusações; alega perseguição política para forçar uma "mudança de regime".
Governança atualEUA pretendem gerir o país até que uma transição de poder seja concluída.O Supremo Tribunal designou Delcy Rodríguez como presidente interina para manter a soberania.
JurisdiçãoTribunal Distrital do Sul de Nova York (SDNY).Rejeita a autoridade dos tribunais americanos sobre um chefe de Estado soberano.

A captura de Nicolás Maduro em janeiro de 2026 gerou uma polarização intensa na comunidade internacional. O cenário divide-se entre o apoio à queda de um regime acusado de crimes e o repúdio severo ao que muitos países consideram uma violação histórica da soberania nacional.

Aqui está o resumo das reações internacionais:

        1. Condenação e Defesa da Soberania

A maioria das reações negativas foca na ilegalidade da intervenção militar unilateral dos EUA sob o comando de Donald Trump.

  • Brasil:O presidente Lula declarou que a ação "cruzou uma linha inaceitável" e classificou o ato como uma afronta à soberania, convocando uma resposta da ONU.
  • China e Rússia: Ambos exigiram a libertação imediata de Maduro. A China acusou os EUA de violarem o direito internacional, enquanto a Rússia afirmou que a "hostilidade ideológica" prevaleceu sobre a diplomacia.
  • América Latina (Bloco Crítico): México, Colômbia e Chile condenaram o ataque. Gustavo Petro (Colômbia) chamou de "ataque à soberania da América Latina", e Gabriel Boric (Chile) pediu diálogo e multilateralismo em vez de violência.
  • África do Sul: Solicitou uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para tratar da invasão.

        2. Apoio e Celebração

Países alinhados à política de "pressão máxima" dos EUA ou que reconheciam a ilegitimidade de Maduro celebraram o ocorrido.

  • Argentina: O presidente Javier Milei celebrou com entusiasmo, publicando em suas redes: "A liberdade avança!".
  • Ucrânia: Apoiou a remoção, afirmando que o regime de Maduro violava princípios fundamentais de direitos humanos.
  • Itália e França: Manifestaram tons de elogio ou reconhecimento da falta de legitimidade democrática de Maduro, embora a França tenha ressaltado a preocupação com o direito internacional.

        3. Organismos Internacionais e Posições Neutras

  • ONU: O Secretário-Geral expressou "profunda preocupação" e classificou a ação como um "precedente perigoso" para a ordem global. Uma reunião do Conselho de Segurança foi agendada para discutir o tema.
  • União Europeia: Adotou uma postura cautelosa, pedindo moderação e enfatizando o respeito à Carta da ONU, sem deixar de reiterar que não reconhecia a legitimidade do governo de Maduro.
  • Países como Espanha e Alemanha: Pediram "desescalada" e expressaram preocupação com a estabilidade regional e o risco de um conflito prolongado na América do Sul.

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