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Novela da chapa de Raquel ganha novo capítulo e expõe queda de braço entre Dudu e Miguel

Encontro com Eduardo da Fonte não encerra impasse sobre o Senado, e decisão agora fica nas mãos da governadora


Imagem: Reprodução

Da redação

A novela da chapa de Raquel Lyra ganhou mais um capítulo neste sábado. E, pelo andar das conversas, ainda está longe do fim.

O encontro entre a governadora Raquel Lyra, do PSD, e o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, terminou sem uma definição sobre quem será o nome do grupo para disputar uma das vagas ao Senado na chapa governista.

Na prática, a reunião apenas confirmou o tamanho do impasse. Eduardo da Fonte manteve a posição de que é o indicado da federação para ocupar a vaga. Do outro lado, Miguel Coelho segue como o nome preferido da governadora, que já teria manifestado essa escolha aos presidentes nacionais do Progressistas e do União Brasil, o senador Ciro Nogueira e Antônio Rueda.

O problema é que, neste jogo, ninguém parece disposto a recuar primeiro.

Na última segunda-feira, em Brasília, Raquel teria deixado claro à cúpula nacional da federação que sua preferência era por Miguel Coelho, presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina. Aos dirigentes nacionais, a governadora alegou que ofereceu a vaga ao Senado a Eduardo da Fonte por duas vezes, mas não recebeu uma resposta positiva no momento em que precisava consolidar a chapa.

O ponto mais sensível da conversa, segundo relatos de bastidores, foi o fato de Eduardo ter mantido diálogo com o campo de João Campos, do PSB, principal adversário de Raquel na disputa pelo Governo de Pernambuco. Para a governadora, esse movimento teria criado insegurança política. Para aliados de Dudu, a federação tem tamanho, votos, estrutura e musculatura suficientes para reivindicar a vaga.

Depois da reunião em Brasília, Ciro Nogueira pediu prazo para uma rediscussão interna. Na quinta-feira, Eduardo da Fonte reafirmou apoio à reeleição de Raquel Lyra e classificou esse apoio como incondicional. Mas apoio ao projeto não significou renúncia ao espaço na chapa.

No mesmo dia, antes de conversar com Eduardo, Raquel recebeu Miguel Coelho no gabinete e reforçou o interesse em tê-lo como candidato ao Senado. Foi mais um sinal de que a governadora não trata Miguel apenas como alternativa, mas como compromisso político assumido.

Nos bastidores, há quem diga que Raquel chegou a cogitar um movimento extremo: abrir mão da Federação União Progressista no palanque para manter a palavra dada a Miguel Coelho. A hipótese, se confirmada, mostra o tamanho da aposta da governadora no ex-prefeito de Petrolina.

A reunião deste sábado não resolveu a queda de braço. Apenas empurrou a decisão para o colo de Raquel.

Eduardo da Fonte sai do encontro mantendo a reivindicação. Miguel Coelho segue com a preferência da governadora. E Raquel, que tenta organizar a própria chapa sem parecer refém de aliados, agora terá que escolher entre o peso da federação e o valor político da lealdade.

O desfecho ainda não veio. Mas uma coisa ficou evidente: a vaga ao Senado virou o principal teste de comando da governadora dentro da própria base.

A próxima cena promete.

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