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Eugênia Lima denuncia cercamento da Trilha dos Holandeses em Itamaracá

Comunidade relata bloqueio de área tradicional de circulação com mais de 400 anos de história


Foto: Divulgação

A advogada popular, Eugênia Lima, denuncia o cercamento de um trecho da tradicional Trilha dos Holandeses, em Vila Velha, na Ilha de Itamaracá, no Litoral Norte de Pernambuco. Segundo ela, a intervenção ameaça um dos principais símbolos históricos e ambientais da região e pode representar um ataque ao patrimônio cultural do estado.

A denúncia foi motivada por relatos de moradores, guias turísticos, comerciantes e visitantes, que apontam a construção de uma cerca em uma área tradicional de circulação da trilha, que possui mais de 400 anos de história. De acordo com os relatos recebidos por Eugênia, o bloqueio teria alterado o trajeto de acesso ao Forte Orange, um dos mais importantes monumentos históricos de Pernambuco.

Segundo a advogada, que é vereadora em Olinda, a intervenção estaria relacionada a um processo de especulação imobiliária para implantação de um empreendimento hoteleiro na área. A comunidade afirma que o projeto ameaça a vegetação nativa, a fauna e o legado histórico da Ilha, além de comprometer uma rota utilizada há gerações por moradores e turistas.

“Estamos diante de um possível crime contra o patrimônio histórico e cultural de Pernambuco. O cercamento dessa trilha representa o apagamento da história da Ilha de Itamaracá. Trata-se de uma área de proteção ambiental, e qualquer intervenção precisa respeitar a legislação e a memória do nosso povo”, afirmou Eugênia Lima.

A advogada também informou que está prestando apoio jurídico aos moradores e representantes da comunidade na elaboração de uma denúncia que será encaminhada ao Ministério Público, solicitando a apuração das possíveis irregularidades e a adoção de medidas para garantir a preservação da área.

A Trilha dos Holandeses está inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA), condição que exige critérios técnicos e ambientais para qualquer intervenção. De acordo com os denunciantes, até o momento não foram apresentados estudos de impacto ambiental ou documentos públicos que esclareçam a autorização para o cercamento.

Eugênia Lima defende que o caso precisa ser investigado pelos órgãos competentes e cobra transparência dos poderes públicos envolvidos. Para a advogada, a preservação da trilha representa não apenas a defesa de uma área ambiental, mas também a proteção da memória histórica de Pernambuco.

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