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Recife recebe treinamento das seleções brasileiras de matemática pelo segundo ano consecutivo

Unidade do Colégio GGE em Boa Viagem será sede do evento que reúne cerca de 100 alunos e 20 professores de todo o Brasil e do exterior entre os dias 26 de maio e 4 de junho

Foto: PAULO HENRIQUE CARNEIRO/GGE

A unidade Boa Viagem do Colégio GGE vai receber, pelo segundo ano consecutivo, os melhores alunos de matemática do Brasil. Entre os dias 26 de maio e 4 de junho, cerca de 100 estudantes selecionados para representar o país em olimpíadas internacionais da disciplina se reúnem na escola para um período intensivo de preparação, com aulas nos turnos da manhã e da tarde. 

Ao todo, 20 professores de diferentes estados e do exterior acompanham a formação. As aulas acontecem das 9h às 12h e das 14h às 17h. Entre os docentes confirmados está o sérvio Dušan Djukić, que já esteve nas duas últimas edições e tem no currículo o trabalho de treinador da seleção nacional da Sérvia.

O treinamento reúne alunos convocados para as seleções brasileiras que competirão nas principais olimpíadas internacionais de matemática a partir de julho, como a IMO (Olimpíada Internacional de Matemática), a Olimpíada Ibero-Americana, a Olimpíada do Cone Sul e a Olimpíada Internacional de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (OMCPLP). Prevista para outubro em Moçambique, esta última terá metade de sua seleção composta por alunos do GGE.

“A matemática foi quem abriu o caminho para que a gente pudesse estender o trabalho às demais olimpíadas. É a competição mais exigente, a mais antiga e é ela que nos trouxe até aqui”, afirma Glaumo de Sá, diretor de resultados do Colégio GGE.

A escolha do GGE como sede não é por acaso. Desde 2022, alunos da escola foram escolhidos para as seleções brasileiras praticamente todo ano. Os casos mais recentes são os de Vinícius Portella, medalha de bronze na IMO 2024 e aprovado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) em 2025, e João Pedro Bandeira, que voltou com medalha de prata da IMO em duas edições seguidas, disputadas no Reino Unido e na Austrália. Os dois também foram premiados no Cone Sul e na Ibero-Americana.

Outro fator que pesou na decisão foi a presença do professor Márcio Gomes na própria estrutura das seleções brasileiras. No ano passado, o coordenador de matemática olímpica do GGE atuou como membro e vice-líder da delegação brasileira na IMO e na Ibero-Americana. Com esse histórico, a escola conseguiu quebrar a hegemonia de São Paulo e Fortaleza, que costumavam ser as únicas sedes do treinamento.

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